quarta-feira, 8 de maio de 2013

Voltando às notas no violão

Num outro post já mostrei como se localizam as notas musicais no violão.
As cordas do violão correspondem às notas Mi, Si, Sol, Ré, Lá, Mi (grave).
Já vimos como se tocam as notas musicais a partir da corda Si (notas agudas). Agora vamos mostrar como se tocam as mesmas notas a partir da Corda Lá, resultando em notas mais graves.(Como já foi estudado, em As notas musicais, as notas musicais ocorrem em diversas alturas, mais agudas ou mais graves.)
Observem novamente o violão e suas cordas:
As notas são tocadas nos trastes, e são identificadas a partir do nome da corda solta. Por exemplo, o Dó agudo é tocado na corda Si, pressionada no primeiro traste  (primeira divisão transversal às cordas) com a mão esquerda. Isto porque, pressionando as notas nos diversos trastes, as cordas ficam cada vez mais curtas, resultando num som mais agudo, que é produzido com a mão direita dedilhando as notas.
Já o Dó grave, é produzido no terceiro traste da corda Lá.
Façamos um outro parênteses: entre um traste e outro, há um semitom. Assim, no primeiro traste da corda Lá , tocamos o Lá # ou Lá sustenido. (Veja  O pastorzinho - acidentes na música.)No segundo traste da mesma corda, tocamos o Si, e no terceiro traste o Dó, pois há um semitom entre as notas Si e Dó.
Aqui está o posicionamento da mão esquerda na execução do Dó, nesta foto.


Vamos observar em seguida a posição da mão esquerda nas demais notas musicais a partir da corda Lá.
O Ré já será tocado no quinto traste da corda Lá ou na corda seguinte, solta, que é a própria corda Ré.


O Mi será produzido no segundo traste da corda Ré.
O Fá será produzido no terceiro traste da corda Ré, pois só há um semitom entre Mi e Fá.

O Sol será produzido no quinto traste da corda Ré ou na  corda seguinte, solta, que é a própria corda Sol.

O Lá será produzido no segundo traste da corda Sol.

O Si será produzido no quarto traste da corda Sol ou na própria corda Si, solta, que é a corda seguinte.

Finalmente o Dó (agudo), será produzido no quinto traste da corda Sol ou no segundo traste da corda Si, como já vimos.

Vamos ouvir agora toda a escala, no vídeo.






quinta-feira, 2 de maio de 2013

A canoa virou - resultado do teste

Escrevendo a música A canoa virou no compasso 2 / 8, teremos em cada compasso dois tempos, cada um representado por uma colcheia.
O grupo de duas semicolcheias vale um tempo e uma semínima vale dois tempos.
Este o resultado do teste da postagem anterior,
A canoa virou - num outro compasso

A canoa virou - num outro compasso



A duração das notas musicais é relativa. A semibreve sempre é o dobro da mínima e a mínima sempre é o dobro da semínima, mas nem sempre a semibreve vale quatro tempos e a mínima dois tempos.
Escrevi a música A canoa virou no compasso 2 / 2. O numeral superior representa o número de tempos no compasso - 2. O numeral inferior representa a figura que vale um tempo no compasso, que é a mínima. O numeral 2 representa a mínima, porque ela equivale a um meio da semibreve.
Vejam como ficou a música neste compasso:

Agora, vamos transformar mais uma vez a música, escrevendo-a em 2 / 8. Continuará havendo dois tempos em cada compasso, mas a figura que vai valer um tempo é a colcheia, representada pelo numeral 8. Escrevi o início da música. Imprima o artigo e continue. Resposta amanhã.
Resposta do teste de ontem, no post A canoa virou
Colcheias: aparecem colcheias do anacrouse ao penúltimo compasso no pentagrama superior ( clave de Sol). Os grupos de duas notas, valendo um tempo o grupo, são grupos de colcheias. A colcheia, nessa música, vale meio tempo.

Semínimas: aparecem do segundo compasso ao penúltimo. São as figuras que valem  um tempo e que aparecem isoladas das colcheias nesses compassos, no pentagrama superior. 

Mínimas: são todas as figuras no pentagrama inferior - exceto a pausa de semínima no anacrouse (início da música) e a figura do último compasso no pentagrama superior. Valem dois tempos nessa música.

Veja:

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A canoa virou



Esta melodia é uma canção popular infantil brasileira.
Ela me lembra o dia em que meu neto foi fazer um rafting com os primos e o tio na cidade de Três Coroas, Rio Grande do Sul. Houve um erro numa curva e a canoa virou, ou seja, o barco capotou e ele saiu flutuando com o colete salva-vidas rio abaixo. Os demais caíram também, mas todos terminaram bem a aventura.
A música é esta:

"A canoa virou/Deixá-la virar/ Foi por causa do Joãozinho/Que não soube remar." Assim diz a letra e o nome do "culpado" vai sendo substituído pelo dos participantes da brincadeira. Nesta música, podemos observar um anacrouse.  O anacrouse ocorre quando a música não inicia no início de um compasso, mas no final. Aqui, ela inicia no último tempo do compasso.Veja que no primeiro compasso há somente um tempo,quando deveria haver dois no compasso 2 / 4. As duas colcheias valem um tempo.
Na execução ao piano ou teclado, a mão direita inicia tocando com o terceiro dedo na nota sol. No terceiro compasso (não contando o anacrouse), o quinto dedo da mão direita deve estender-se para tocar o Dó agudo e, no quinto compasso, isso ocorre novamente para tocar o Ré agudo. A partir daí, usamos o quinto dedo no Ré e o primeiro dedo da mão direita no Sol.


Assista ao vídeo da música:

Identifique na música :
colcheias
semínimas
mínimas
Qual a duração dessas figuras nesta música?
Resposta mais tarde.